Consumo nos novos tempos

Consumo e o isolamento

Na semana em que completamos um mês de isolamento social, devido ao surto causado pelo novo coronavírus, não é possível fazer previsões do que vem pela frente, mas o consumo certamente mudou.

Com certeza, o que é bem visível é o impacto causado no mercado de produtos de consumo, provocando mudanças no hábito do consumidor.

Apesar de a necessidade do consumo não desaparecer, percebe-se que o consumidor está mais cauteloso e dando preferência aos produtos alimentícios e remédios.

Porém, o isolamento tem despertado um novo consumidor.

Faça você mesmo

Certamente, as pessoas estão usando seu tempo em casa para aprender novas habilidades como assar, cozinhar e costurar (DIY, é a sigla inglesa para ‘do it yourself” o “faça você mesmo), cortar seus próprios cabelos, organização do lar e, provavelmente, essas habilidades não desaparecerão quando o vírus desaparecer.

Com isso, percebe-se um consumidor mais independente, construindo novos hábitos e funções dentro de casa e, consequentemente, estão consumindo produtos para usar nessas habilidades.

Por exemplo, quem decide fazer o próprio pão, certamente vai compra mais fermento. Quem decide costurar, precisa de linhas e tecidos (como quem tem feito máscaras para sair na rua). Aquelas pessoas que querem retomar os bordados, às vezes precisam renovar o estoque de novelos, e assim por diante.

A inovação das lojas físicas

No contexto das lojas físicas de moda, que não são consideradas essenciais, a inovação é palavra de ordem. Pode-se perceber que, nas cidades em que a abertura do comércio foi liberada, muitas pessoas têm evitado sair às ruas e estão se voltando cada vez mais para compras à distância.

Primeiramente, conectar-se ao consumidor é a principal maneira de estar disponível e manter o contato com lista de clientes. Os recursos como instagram, facebook e whatsapp são primordiais para consolidar esta conexão lojista/cliente.

Reestruturar para adaptar aos novos tempos

O desafio para o lojista pós-isolamente é reestruturar a forma de recepção ao cliente dentro da loja. Medidas como manter o ambiente higienizado, disponibilizar máscaras, álcool gel, sabonete líquido e toalhas de papel descartáveis serão rotinas diárias. O uso das máscaras pelos funcionários, acredito que também será comum, ao menos no primeiro momento ao retorno.

Com relação ao produto, cada segmento terá que desenvolver uma forma de preservar as peças que estão à venda. No caso de calçados, como a pé ante pé, pode-se cobri-los ao expor com plásticos próprios e higieniza-los antes e após cada prova. As roupas também precisam ser protegidas do contato.

Desafio

Neste momento, onde as pessoas estão mais ligadas na saúde e qualidade de vida, concluo que será um desafio para o empreendedor encontrar caminhos atraentes para o novo consumidor, que continuará exigente, porém mais cuidadoso com os detalhes.

Neste sentido, nada melhor que colocar a criatividade em ação e investir em inovação para se destacar no mercado, o que é comum ao cotidiano do pequeno empresário, que usa desses recursos desde que se envolve nos caminhos do empreendedorismo no Brasil.

3 comentários em “Consumo nos novos tempos”

Deixe um comentário